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Marcos Resende Amigos

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Cícero Acayaba - Canção do Amor Constante

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Vou-me embora para o Rio
de Janeiro até dezembro;
lá tem mulata, tem praia,
tem só gente que me entende,
Vou-me embora para o Rio
melhor que Saramandaia

Vou rever Copacabana
renamorar meus amores
tomar chope ultragelado,
curtir flerte de olhos sonsos,
fazer de novo a boêmia
no Castelo reiventado.

Eu me vou de corpo e alma,
não levo mágoa e tristeza,
também não deixo saudade;
eis-me todo indo pro Rio
de janeiro até dezembro:
— mas não vou pela metade.

Mãos no aquário das vitrines
pés alegres cantam ruas,
os olhos sempre no mar;
no meu Rio estou inteiro,
lá sofrer é mais bonito,
é mais ternura chorar.

Zé de Souza. Falabella,
vocês todos meus amigos,
me invejem no bom sentido
que embarco para as origens
eternas: sonho/poesia,
como o rio busca o oceano
na fonte em que fui nascido.

Adeus — a nuvem do tempo
vem ao vento de tão longe
que nem de mim já me lembro;
eu só sei que vou-me embora,
para lá, para meu Rio
de janeiro até dezembro.

Varginha, 11 de maio de 1976

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